quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Prova do 4º Bimestre de 2016

Cada aluno responderá 3 questões, valendo 1,0 ponto cada. Contudo a questão será definida por sorteio no momento da prova. Assim, cada aluno responderá 1 questão de cada um dos 3 blocos que a prova é composta.
Veja a estrutura, as habilidades exigidas e os conteúdos das questões:


Provas do 1º Ano


BLOCO I- 
Habilidades: organização e relacionamento de ideias/ conteúdos, apresentação textual de forma coesa e coerente, etc.
Conteúdos
1- Cristianismo.
2- Pax Romana.
3- Invasões Bárbaras.
4- Mundo Árabe.
5- Islamismo e fundamentalismo.


BLOCO II
Habilidades: executoriedade, criatividade, organização, clareza (Nesta parte o aluno deverá apresentar o layout de uma página virtual com as informações pedidas)
Conteúdos
1- Islamismo 
2- Viking 
3- Francos
4- Vândalos 
5- Civilização Bizantina 


BLOCO III
Habilidades: elaboração/ apresentação/criação de conceito, esquema, tabela, desenho etc. 
Conteúdos
1- Sociedade Feudal
2- Feudalismo e Império Romano
3- Sociedade Feudal
4- Economia Feudal.
5- Sociedade Feudal.

Provas do 2º Ano

BLOCO I- 
Habilidades: organização e relacionamento de ideias/ conteúdos, apresentação textual de forma coesa e coerente, etc.
Conteúdos
1- 1ª Revolução Industrial
2- 2ª Revolução Industrial e Neocolonialismo
3- Revolução Industrial
4- Invasões Holandesas, Bandeirantismo e Ciclo Aurífero.
5- Napoleão e mudanças no Brasil.

BLOCO II
Habilidades: executoriedade, criatividade, organização, clareza (Nesta parte o aluno deverá apresentar o layout de uma página virtual com as informações pedidas)
Conteúdos
1- Economia e Fiscalismo no Ciclo Aurífero
2- Representações da Independência
3- Independência
4- Ciclo Aurífero
5- Independência 


BLOCO III
Habilidades: elaboração/ apresentação/criação de conceito, esquema, tabela, desenho etc. 
Conteúdos: Análise de Documentos [descrever (nome, título, características visuais e estilísticas, etc), informar autoria (se possível), contextualizar (onde e quando foi produzido, as condições históricas e ideias do período), analisar (explicar os motivos e interesses que levaram a confecção do documento), etc.

Documentos a serem analisados
Escritos:
- Leis e Acordos (econômicos e tributários do cilo do ouro)
- "The White Man’s Burden"
- Personagens Míticos do Brasil
Imagens:








sexta-feira, 17 de junho de 2016

25 Questões de Modelo (Revisão)

A pedido segue alguns modelos de exercícios acerca do tema da prova da próxima semana:

1- Desenvolva um texto  apresentando como a Igreja Católica surgiu até a perda de seu poder ocorrido durante a Reforma (destacar os editos romanos sobre o cristianismo, formação da doutrina e disciplina na Alta Idade Média, características e abusos no Período Feudal e o advento da Reforma 

2- Desenvolva um texto apresentando as principais transformações ocorridas do Império Romano ao início Idade Moderna na sociedade e economia da Europa Ocidental 

3- Desenvolva um texto apresentando as bases do mundo feudal  e, por sua vez, como os fenômenos históricos  da Baixa Idade Média lançaram as bases da Idade Moderna. 

4- Elabore um texto apreciando se o Renascimento seria uma ruptura ou continuidade da época medieval. 

5- Suponhamos que você está construindo uma enciclopédia virtual com seus amigos. Assim você deve fazer o verbete ISLAMISMO. Para tanto, estruture o verbete da seguinte forma: Conceito (fato: O quê? Onde? Quando? Por quê?, etc), Breve Histórico (narrativa sintetizada do evento), Principais Personagens (Abraão, Maomé, Anjo Gabriel, Alá, etc),  Principais Conceitos (Jihad, Hégira, Corão, Xiitas, Sunitas, etc) e Expansão Islâmica 

6- Suponhamos que você está construindo uma enciclopédia virtual com seus amigos. Assim você deve fazer o verbete CRUZADAS. Para tanto, estruture o verbete da seguinte forma: Conceito (fato: O quê? Onde? Quando? Por quê?, etc), Breve Histórico (narrativa sintetizada do evento), Principais Personagens, Consequências. 

7- Explique o processo de centralização do poder monárquico na Baixa Idade Média. (Discutir os fenômenos da Baixa Idade Média, a Relação de Vassalagem e o Apoio da Burguesia) 

8- Explique detalhadamente, utilizando os conceitos observados em aula, por que alguns teóricos chamou a Igreja no decurso da Idade Média de Grande Suserana. (desenvolver conceito de Suserania e Vassalagem, formação da Igreja, Estrutura Social do Período, Cobranças e Abusos da Instituição, etc) 

9- Explique detalhadamente a crise do Império Romano, destacando as consequências e transformações geradas pela Pax Romana, Invasões Bárbaras e Cristianismo. 

10-  (UNICAMP) Até o século XII, a mulher era desprezada por ser considerada incapaz para manejo de armas; vivendo num ambiente guerreiro, não se lhe atribuía outra função além de procriar. A sua situação não era mais favorável do ponto de vista espiritual; a igreja não perdoava Eva por ter levado a humanidade à perdição e continuava a ver em suas descendentes os acólicos do demônio. (Adaptado de Pierre Bonassie, Amor cortês, em Dicionário de História Medieval Lisboa: Publicações D.Quixote, 1985, p.29-30)
a) Identifique no texto as razões para a mulher se considerada inferior na sociedade medieval.
b) Estabeleça as relações entre as invasões que colocaram fim ao Império Romano e o “ambiente guerreiro” tratado no texto.

11- Note os fragmentos: 
I - "No princípio criou Deus o céu e a terra.
E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.
E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro".
Gênesis 1:1-5

II- "E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.
Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo.
No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás".
Gênesis 3:17-19

a) Apresente as concepções de trabalho contidas em cada fragmento da bíblia.
b) Qual explicação vigorou na Idade Média e qual surgiu na Idade Moderna. Explique a importância da burguesia e do protestantismo para essa mudança. Neste último item, desenvolva a doutrina calvinista.


12-Veja o fragmento da Música:
“São Francisco (Disco Arca De Noé)
 
Lá vai São Francisco
Pelo caminho
De pé descalço
Tão pobrezinho
Dormindo à noite
Junto ao moinho
Bebendo água
Do ribeirinho”.

a) Cite 2 principais movimentos eclesiásticos surgidos na Idade Média. Na sequência explique as três principais críticas feitas por tais movimentos.
b) Qual crítica à Igreja é apresentada pela descrição da música? Explique. Em virtude desta crítica, qual voto os franciscanos passaram a fazer.

13- Reportagem:
“"Rainha Elizabeth II completa 90 anos
A rainha Elizabeth II da Inglaterra completa 90 anos nesta quinta-feira (21). Há 63 anos no trono e com 76% de aceitação do povo britânico, Elizabeth II vai celebrar seu aniversário de maneira privada com a família. Ela presidirá um jantar de aniversário organizado por seu herdeiro, o príncipe Charles. As comemorações oficiais serão em julho. Durante o dia, no entanto, ela desfilou para saudar os súditos e admiradores que vieram de diferentes países para celebrar o aniversário.
O primeiro-ministro britânico David Cameron deve prestar homenagem à monarca no Parlamento, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também apresentará seus respeitos quando almoçar com ela na sexta-feira (22), em Windsor".
Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/04/rainha-elizabeth-ii-completa-90-anos.html, 
Tomando a reportagem como ponto de partida informe o nome e explique detalhadamente a origem e o funcionamento do modelo político inglês. 

14- Veja a imagem antes de responder às questões:

Cartaz sobre dengue, zika e chicungunha

a) A imagem apresentada traz um dos assuntos mais debatidos no Brasil este ano. Sobre este informe o nome do mosquito e como evitar que ele nasça.
b) Outra doença que causou muito problema na Idade Média foi a Peste Negra. Sobre o assunto, faça um pequeno texto tratando da doença (origem, relação com as condições de higiene da época, ciclo de transmissão, etc) e suas consequências na sociedade da época.

15- Leia o resumo do artigo abaixo apresentado:
“Este artigo tem o objetivo de analisar o contexto histórico em que surge o movimento conhecido como
Renascimento, o qual teria – conforme aceito tradicionalmente – sido considerado uma ruptura da Idade Média.
Entretanto, discussões mais recentes dão conta de que tal movimento, que marca o início da Idade Moderna, é
uma continuidade histórica. Contudo, buscou-se refletir sobre parte da produção historiográfica, embasando-se
pela revisão bibliográfica. Apesar de o resultado aqui alcançado demonstrar que há muito a ser pesquisado e
discutido, no entanto, contribui positivamente para trazer o debate à ordem do dia e suscitar à reflexão”. GIOVANAZZI, Maria Cristina. Renascimento: uma ruptura medieval ou continuidade moderna?  IN:  História, imagem e narrativas, Edição abril de 2014.  http://www.historiaimagem.com.br/edicao18abril2014/08renascimento-modernidade.pdf
Acerca do assunto do fragmento:
a) Explique as relações da burguesia com o local e com o surgimento do Renascimento. Por conseguinte, cite e explique duas características do Renascimento.

b) Discuta (apresente os dois pontos de vista e os fundamente com argumentos históricos) se o Renascimento foi uma ruptura ou continuidade. Logo após apresente seu ponto de vista sobre o tema.

16- (Fuvest-SP) Ao longo da Idade Média, a Europa Ocidental conviveu com duas civilizações, às quais muito deve nos mais variados campos. Essas duas civilizações, bastante diferentes da Ocidental, contribuíram significativamente para o desenvolvimento experimentado pelo Ocidente, a partir do século XI, e para o advento da Modernidade no século XV.
a) Quais foram essas civilizações?
b) Indique suas principais características.

17- (FUVEST 2007) Na Europa Ocidental, durante a Idade Média, o auge do feudalismo (século X ao XIII) coincide com o auge da servidão. Explique 
a) quais as origens e no que consistia a servidão. 
b) por que a servidão entrou em crise e deixou de ser dominante a partir do século XIV.

18- (Unesp) "A fome é um dos castigos do pecado original. O homem fora criado para viver sem trabalhar se assim o quisesse. Mas, depois da queda, não podia resgatar-se senão pelo trabalho... Deus impôs-lhe, assim, a fome para que ele trabalhasse sob o império dessa necessidade e pudesse, por esse meio, voltar às coisas eternas." (Trecho do Elucidarium. Citado no livro A CIVILIZAÇÃO DO OCIDENTE MEDIEVAL)  
a) Como o texto, escrito durante a Idade Média, justifica a fome?   
b) Como era organizado o trabalho na propriedade feudal? E, por conseguinte, explique as relações da Peste Negra com a Grande Fome.

19- (Unesp) Os promotores das cruzadas e os cruzados haviam se colocado, pelo menos, três objetivos: a conquista da Terra Santa de Jerusalém, a ajuda aos bizantinos e a união da cristandade contra os infiéis. Mas nenhum desses objetivos havia sido alcançado plenamente. Nas palavras de um importante historiador da Idade Média, "Se os cruzados são os grandes perdedores da expansão cristã no Século XII, os grandes ganhadores foram, em definitivo, os comerciantes (...)".  (Jacques Le Goff, A BAIXA IDADE MÉDIA)   
a) Identifique "os infiéis", contra os quais se procurava unir a cristandade.   
b) Cite pelo menos um acontecimento histórico que confirme o ganho dos comerciantes.   

20- (Unicamp 2013) Por que as pessoas se casavam na Roma Antiga? Para esposar um dote, um dos meios honrosos de enriquecer, e para ter, em justas bodas, rebentos que, sendo legítimos, perpetuassem o corpo cívico, o núcleo dos cidadãos. Os políticos não falavam exatamente em natalismo, futura mão de obra, mas em sustento do núcleo de cidadãos que fazia a cidade perdurar exercendo a “função de cidadão” ou devendo exercê-la. (Adaptado de P. Ariès e G. Duby, História da Vida Privada. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. v. 1, p. 47.) 
a) Por que o casamento tinha uma conotação política entre os cidadãos, na Roma Antiga? 
b) Indique dois grupos excluídos da cidadania durante a República romana (509-27 a.C.). 

21- (Fuvest-2005) Karl Marx afirmou mais de uma vez que, na antiguidade romana, era o Estado que sustentava o proletariado e não este àquele, como ocorre na modernidade. Com base nessa afirmação, explique: 
a) Como o Estado romano sustentava o proletariado? 
b) Por que é possível sustentar que a derrota do programa de reforma agrária dos irmãos Graco abriu caminho para tal política?

22- (Vunesp) “Meu caro Plínio, você agiu como devia tê-lo feito, examinando as causas daqueles que lhe foram delatados como cristãos. Não se pode ter uma regra geral e fixa a este respeito. Não devem ser perseguidos, mas se forem denunciados e perseverarem, devem ser punidos.” (Carta do Imperador Trajano a Plínio, 112 d.C.) 
Baseando-se no texto, responda. 
a) Por que os cristãos eram perseguidos?
b) Explique as principais diferenças entre os valores romanos e cristãos, bem como o cristianismo suplantou os valores romanos.

23- (UNICAMP 2009) A base da teologia de Martinho Lutero reside na ideia da completa indignidade do homem, cujas vontades estão sempre escravizadas ao pecado. A vontade de Deus permanece sempre eterna e insondável e o homem jamais pode esperar salvar-se por seus próprios esforços. Para Lutero, alguns homens estão predestinados à salvação e outros à condenação eterna. O essencial de sua doutrina é que a salvação se dá pela fé na justiça, graça e misericórdia divinas. (Adaptado de Quentin Skinner, As fundações do pensamento político moderno. São Paulo: Companhia das Letras, 1996, p. 288-290.) 
a) Segundo o texto, quais eram as idéias de Lutero sobre a salvação? 
b) Quais foram as reações da Igreja Católica à Reforma Protestante?

24- Como resposta ao movimento protestante, e também em atendimento à necessidade de adaptação aos novos tempos e de correção de algumas condutas, a Reforma Católica (Contra-Reforma) constituiu um movimento de reformulação doutrinal e administrativa no interior da Igreja. Essa nova orientação foi estabelecida pelo Concílio de Trento, assembléia de religiosos que se reuniu de 1545 a 1563. Instrumentos eficazes da Contra-Reforma foram o Tribunal do Santo Ofício (a Inquisição) e a Companhia de Jesus.
(CAMPOS, F.; MIRANDA, R. A escrita da História. São Paulo: Escala Educacional, 2005, p. 168. Texto Adaptado.)
Em face dos novos rumos fixados pelo Concílio de Trento para a Igreja, elabore um pequeno texto, explicando os objetivos
A) do Tribunal do Santo Ofício;
B) da Companhia de Jesus.

25- (Unesp 2012)  [...] tudo que os renascentistas pretendiam era assumir a condição humana até seus limites, até as últimas consequências. Nem Deus e nem o demônio; todo o desafio consistia em ser absolutamente, radicalmente humano, apenas humano. (Nicolau Sevcenko. O Renascimento, 1985.)
Explique a caracterização que o texto faz do Renascimento e dê exemplo de uma obra artística em que tal intenção se manifeste.





quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Transferência de Problemas Sociais - estudos de caso


I- Conceitos

"Migração consiste no ato da população deslocar-se espacialmente, ou seja, pode se referir à troca de país, estado, região, município ou até de domicílio. As migrações podem ser desencadeadas por fatores religiosos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos e ambientais.
migração interna corresponde ao deslocamento de pessoas dentro de um mesmo território, dessa forma pode ser entre regiões, estados e municípios. Tal deslocamento não provoca modificações no número total de habitantes de um país, porém, altera as regiões envolvidas nesse processo."
Fonte: http://www.brasilescola.com/brasil/migracao-interna-no-brasil.htm

II- Principais Tipos de Migrações Internas:
  • "Migração Urbano-Rural: tipo de migração que se dá com a transferência de populações urbanas para o espaço rural. Hoje em dia é um tipo de migração muito incomum.
  • Migração urbano-urbano: tipo de migração que se dá com a transferência de populações de uma cidade para outra. Tipo de migração muito comum nos dias atuais.
  • Migração sazonal: tipo de migração que se caracteriza por estar ligada às estações do ano. É uma migração temporária, onde o migrante sai de um determinado local, em determinado período do ano, e posteriormente volta, em outro período do ano. É conhecida também de transumância. É o que acontece, por exemplo, com os sertanejos do Nordeste brasileiro.
  • Migração pendular: tipo de migração característico de grandes cidades e regiões metropolitanas, no qual centenas ou milhares de trabalhadores saem todas as manhãs de sua casa (em determinada cidade) em direção ao seu trabalho (que fica em outro município), retornando no final do dia.
  • Nomadismo: tipo de migração que se caracteriza pelo deslocamento constante de populações em busca de alimentos, abrigo etc. Esse tipo de migração é típico de sociedades primitivas e por conta disso encontra-se em extinção." Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/migracoes-internas.htm
III- Principais Motivos
A)Socioeconômicos

B) Climáticos / Desastres Ecológicos

C) Alteração no cenário natural

IV- Movimentos Migratórios Históricos



V- Alterações na disposição campo-cidade:





 VI- Problemas Oriundos dos Movimentos Migratórios

A) Problemas Gerais
- Falta de infraestrutura das cidades:
i- Organização do Espaço (cortiços, favelas e a questão da segregação urbana)
ii- Ocupação de áreas inapropriadas
- Incapacidade do Estado em oferecer os serviços básicos
i- Escolas
ii- Serviços de saúde
iii- Transporte
- Desemprego ou subemprego
- Violência





B) A transferência de problemas sociais




VII- Arte, Literatura e Sociologia: 

1) Música "Vendedor de Caranguejo" - Gilberto Gil
Composição: Gordurinha

Caranguejo Uçá
Caranguejo Uçá
Apanho ele na lama
e boto no meu caçuá
Tem caranguejo
tem gordo guaiamum
cada corda de dez
eu dou mais um
eu dou mais um
eu dou mais um
cada corda de dez
eu dou mais um
eu perdi a mocidade
com os pés sujos de lama
eu fiquei analfabeto
mas meus filho criou fama
pelos gosto dos menino
pelo gosto da mulher
eu já ia descansar
não sujava mais os pé
os bichinho tão criado
satisfiz o meu desejo
eu podia descansar
mas continuo vendendo caranguejo

Os itens 2 e 3 são para leitura em casa

2) Fragmento da obra "Morte e Vida Severina" - João Cabral de Melo Neto

"— Desde que estou retirando

só a morte vejo ativa,
só a morte deparei
e às vezes até festiva;
só a morte tem encontrado
quem pensava encontrar vida,
e o pouco que não foi morte
foi de vida severina
(aquela vida que é menos
vivida que defendida,
e é ainda mais severina
para o homem que retira).
Penso agora: mas porque
parar aqui eu não podia
e como o Capibaribe
interromper minha linha?
ao menos até que as águas
de uma próxima invernia
me levem direto ao mar
ao refazer sua rotina?
Na verdade, por uns tempos,
parar aqui eu bem podia
e retomar a viagem
quando vencesse a fadiga.
Ou será que aqui cortando
agora minha descida
já não poderei seguir
nunca mais em minha vida?
(será que a água destes poços
é toda aqui consumida
pelas roças, pelos bichos,
pelo sol com suas línguas?
será que quando chegar
o rio da nova invernia
um resto de água no antigo
sobrará nos poços ainda?)
Mas isso depois verei:
tempo há para que decida;
primeiro é preciso achar
um trabalho de que viva.
Vejo uma mulher na janela,
ali, que se não é rica,
parece remediada
ou dona de sua vida:
vou saber se de trabalho
poderá me dar notícia".


3) Música: Da Lama ao Caos
Chico Science e Nação Zumbi
Compositor: Chico Science

Posso sair daqui para me organizar
Posso sair daqui para desorganizar
Posso sair daqui para me organizar
Posso sair daqui para desorganizar

Da lama ao caos, do caos a lama
Um homem roubado nunca se engana
Da lama ao caos, do caos a lama
Um homem roubado nunca se engana

O sol queimou, queimou a lama do rio
Eu ví um Chié andando devagar
E um aratu pra lá e pra cá
E um carangueijo andando pro sul
Saiu do mangue, virou gabiru

Oh Josué eu nunca ví tamanha desgraça
Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça
Peguei o balaio, fui na feira roubar tomate e cebola
Ia passando uma véia, pegou a minha cenoura
Aí minha véia, deixa a cenoura aquí
Com a barriga vazia não consigo dormir

E com o bucho mais cheio comecei a pensar
Que eu me organizando posso desorganizar
Que eu desorganizando posso me organizar
Que eu me organizando posso desorganizar

Da lama ao caos
Do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana.


Ouça a música




segunda-feira, 15 de junho de 2015

A crítica da moral e da metafísica em Friedrich Nietzsche - Vida e Obra

Vida e Obra

Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 - 1900) foi um filósofo, filólogo, poeta, e compositor alemão do século XIX. Em suas obras verifica-se vários conceitos relevantes para pensar a relação do homem com a moral e consigo próprio. As discussões de Nietzsche incluíam a moral,  a dicotomia apolíneo/dionisíaca, a morte de deus, o além-homem ou super-homem, etc.

Edvard Munch. FriedrichNietzsche, 1906. Óleo sobre tela.

Principais obras
O Nascimento da Tragédia no Espírito da Música (1872)
- A Filosofia na Idade Trágica dos Gregos (1873)
- Sobre a verdade e a mentira em sentido extramoral (1873)
Considerações Intempestivas (1873 a 1876)
- Humano, Demasiado Humano, um Livro para Espíritos Livres (1886)
- Aurora, Reflexões sobre Preconceitos Morais (1881)
- A Gaia Ciência (1882)
- Assim Falou Zaratustra, um Livro para Todos e para Ninguém (1883 - 1885)
- Além do Bem e do Mal, Prelúdio a uma Filosofia do Futuro (1886)
- Genealogia da Moral, uma Polêmica (1887)
- O Crepúsculo dos Ídolos, ou como Filosofar com o Martelo (1888)
- O Anticristo - Praga contra o Cristianismo (1888)
- Ecce Homo, de como a gente se torna o que a gente é (1888)
- Nietzsche contra Wagner (1888)

Segue Biografia de Nietzsche de Marcelo Backes, apresentada no livro Ecce Homo (L&PM POCKET, v.301).
Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900) nasceu em Röcken, na Saxônia, filho de uma família de pastores protestantes. Seu pai e seus dois avôs eram pastores. Aos dez anos já fazia suas primeiras composições musicais e aos quatorze tornou-se professor numa Escola Rural em Pforta. Nessa época fez seu primeiro exercício autobiográfico, sinalizando a vinda doEcce homo, trinta anos depois. “Da minha vida” é o título da obra de um autor que, em rala idade, já se sabia destinado a grandes tarefas. Mais tarde Nietzsche estudou Filologia e Teologia nas Universidades de Bonn e Leipzig.
Aos vinte anos, Nietzsche conheceu de perto a obra de uma de suas influências mais caras: Schope­nhauer. Pouco depois prestou o serviço militar e entrou em contato – fascinado – com a música de Wagner. Aos vinte e quatro anos – e isso apenas confirma um gênio que se manifestou sempre precoce – Nietzsche foi chamado para a cadeira de Língua e Literatura Grega na Universidade de Basiléia, na Suíça, ocupando-se também da disciplina de Filologia Clássica. O grau de Doutor – indispensável nas universidades alemãs – seria concedido a Nietzsche apenas alguns meses depois, pela Universidade de Leipzig. Sem qualquer prova e com um trabalho sobre “Ho­mero e a filologia clássica”, Nietzsche assumiu o título e mudou-se definitivamente para Basiléia.
Com vinte e seis anos, em 1870, Nietzsche desenvolveu os aspectos teóricos de uma nova métrica na poesia, para ele, “o melhor achado filológico que tinha feito até então”. Em 1872, escreveu sua primeira grande obra, O nascimento da tragédia, sobre a qual Wagner disse: “Jamais li obra tão bela quanto esta”. O ensaio viria a se tornar um clássico na história da estética. Nele, Nietzsche sustenta que a tragédia grega surgiu da fusão de dois componentes: o apolíneo, que representava a medida e a ordem; e o dionisíaco, símbolo da paixão vital e da intuição. Segundo a tese de Nietzsche, Sócrates teria causado a morte da tragédia e a progressiva separação entre pensamento e vida ao impor o ideal racio­nalista apolíneo. As dez últimas seções da obra constituem uma rapsódia sobre o renascimento da tragédia a partir do espírito da música de Wagner. Daí que, elo­giando Nietzsche, Wagner estava, na verdade, elogiando a si mesmo.
Logo a seguir, Nietzsche entrou em contato com a obra de Voltaire e, depois de uma pausa na produção, escreveu e publicou, em 1878, Humano, demasiado humano – Um livro para espíritos livres. Terminou, ao mesmo tempo, a amizade com o casal Wagner. As dores que Nietzsche já sentia há algum tempo progridem nessa época, e o filósofo escreve numa carta a uma amiga: “De dor e cansaço estou quase morto”. Daí para diante a enxaqueca e o tormento nos olhos apenas fa­riam progredir.
Em 1882, Nietzsche publicou A gaia ciência e conheceu Paul Rée e Lou Salomé, com os quais manteve uma amizade a três, perturbada por constantes declarações de amor da parte dos dois homens a Lou Salomé. Os três viajaram e moraram juntos em várias cidades da Europa. Em 1883, Nietzsche publica Assim falou Zaratustra (Partes I e II), sua obra-prima. Em 1884 e 1885, viriam as partes restantes. Sob a más­cara do lendário sábio persa, Nietzsche anuncia sua filosofia do eterno retorno e do super-homem, disposta a derrotar a moral cristã e o ascetismo servil.
Em 1885, Nietzsche leu e estudou as Confissões de Santo Agostinho, e, em 1887, descobriu Dostoiévski. Em 1888, produziu uma enxurrada de obras, entre elas o Ecce homo O Anticristo. Em janeiro de 1889, sofreu um colapso ao passear pelas ruas de Turim e perdeu definitivamente a razão. Em Basiléia, foi diagnos­ti­­cada uma “paralisia progressiva”, provavelmente originada por uma infecção sifilítica contraída na juventude.
Em 1891 – aproveitando-se da fraqueza de Nietzsche –, a irmã faz o primeiro ataque à obra do filósofo, impedindo a segunda edição do Zaratustra. A partir de então, Elisabeth (que voltara à Alemanha depois de viver durante anos no Paraguai com o marido, o líder anti-semita Bernhard Förster, que se suicidou depois de ver malogrado seu projeto de fundar uma colônia ariana na América do Sul; Nietzsche sempre foi terminantemente contra o casamento)  passou a ditar as regras em relação ao legado de Nietz­s­­che. E assim seria até 1935, quando veio a falecer. Nacionalista alemã fanática, assim como o marido morto, Elisabeth chegou a escrever uma biografia sobre o irmão. Na biografia, deturpou – a serviço dos ideais chauvinistas – os fatos biográficos e as opiniões políticas de Nietzsche, atribuin­do caráter nacionalista às investidas do filósofo contra os valores cristãos e seus conceitos da “vontade de poder” e do “super-homem”. A obra póstuma A vontade de poder, abandonada por Nietzsche, foi organizada pela irmã. Elisabeth reuniria arbitrariamente notas e rascunhos de Nietzsche, muitas vezes infiéis às idéias do autor. Antes de publicar uma versão “definitiva” do Ecce homo, a irmã faria fama citando-o em folhetins e ensaios polêmicos, bem como na já referida biografia (1897-1904). Elisabeth chegou a falsificar algumas cartas do filósofo, responsáveis em parte pela má fama que cairia sobre ele anos mais tarde, como profeta da ideologia alemã que veio a culminar no na­zismo. (Erich Podach diz que a irmã malversou, sim, o legado de Nietzsche, mas mostra-se coerente ao dizer que ela jamais teria alcançado ludibriar o mundo acadêmico e letrado da Alemanha inteira se esse mesmo mundo não estivesse preparado, e inclusi­ve não sentisse uma espécie de “necessidade” disso.)
Em 1895, os sinais da paralisia avançam definitivamente e Nietzsche passa a apresentar sinais visíveis de perturbação nos movimentos dos membros. Em 25 de agosto de 1900, depois de penar sob o jugo da dor e da irmã, o filósofo falece em Weimar, cidade para a qual a família o levara junto com o arquivo de suas obras e escritos.
Fundamentais na reavaliação recente da obra de Nietzsche foram a biografia escrita pelo professor da Universidade de Basiléia Curt Paul Janz, em três volumes (que desvendou, através de uma intensa pesquisa genética, aspectos da vida e da obra de Nietzs­che até então desconhecidos), as investidas polêmicas de Erich Podach (ver ADENDO) e sobretudo a edição de suas Obras Completas encaminhada por Giorgio Colli e Mazzino Montinari, em 1969.

Alguns Conceitos Importantes

MORAL 

CONSISTE NO CONJUNTO DE NORMAS QUE VISAM ORGANIZAR AS RELAÇÕES DAS PESSOAS NA SOCIEDADE TENDO EM VISTA O BEM E O MAL; CONJUNTO DE COSTUMES E VALORES DE UMA SOCEIDADE; UM CARÁTER NORMATIVO. Fonte: ARANHA, Maria Lúcia de Arruda, MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 1996.


METAFÍSICA

TAMBÉM CHAMADA DE ONTOLOGIA, ESTUDA O "SER ENQUANTO SER", ISTO É, O SER INDEPENDENTEMENTE DE SUAS DETERMINAÇÕES PARTICULARES; ESTUDO DO SER ABSOLUTO E DOS PRIMEIROS PRINCÍPIOS. Fonte: ARANHA, Maria Lúcia de Arruda, MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 1996.

  

 VONTADE DE POTÊNCIA 

DEFINI-SE COMO A FORÇA DESVELADA NA ESSÊNCIA DAS COISAS E DO HOMEM. NESTA PERSPECTIVA, TUDO – O PENSAMENTO, A FILOSOFIA, O HOMEM, A NATUREZA – É VONTADE DE POTÊNCIA, E NADA MAIS. NÃO HÁ METAS, OBJETIVOS, FINALIDADES E CERTEZAS. A VONTADE DE POTÊNCIA IMPÕE-SE COMO A FORÇA QUE SE QUER MAIS – RESISTE, ENGLOBA, CONQUISTA E RETRAI – DOMINANDO FORMAS, A NATUREZA E OUTRAS FORÇAS. A VONTADE DE POTÊNCIA É A ARTE DE QUERER RESISTIR, DOMINAR E SUCUMBIR, DESPOJANDO-SE DA CULPA, DAS LIMITAÇÕES MORAIS, DO RECEIO E DO MEDO.

 

O ALÉM HOMEM/ SUPER-HOMEM

DESDOBRA-SE EM CORAGEM NA ARTE DE DESCONSTRUIR FATOS, REPRESENTAÇÕES E VERDADES – CONSTRUINDO AO ASSUMIR, SEM MEDO, A POSSIBILIDADE DA DOR, NOVOS VALORES E REPRESENTAÇÕES. O ALÉM HOMEM PODE DESCONSTRUIR E CONSTRUIR, INDAGANDO VERDADES, QUANDO DESPOJADO DO RECEIO E DO JULGAMENTO, DOS PADRÕES, VALORES E REPRESENTAÇÕES LEGITIMADOS. ADMITE, NO TRABALHO DE DESCONSTRUÇÃO, O SOFRIMENTO E A DOR, CAMINHANDO ALÉM DAS VERDADES E FALSAS INTERPRETAÇÕES DO MUNDO. O ALÉM HOMEM APODERA-SE DO DESTINO, DOS DESEJOS E DA FORÇA, REVIGORANDO A VIDA COMO ARTE –  POSSIBILIDADE, RUPTURAS, ACONTECIMENTOS E DESCONTINUIDADES – AO VIVER PLENAMENTE, A VONTADE DE POTÊNCIA, E NADA MAIS.

 

NIILISMO

É O NADA. É A AUSÊNCIA TOTAL DE REFERÊNCIAS ÉTICO-MORAIS.


A superação da Moral Socrática e a Crítica à Cultura Judaico-Cristã Ocidental


APOLO
DIONÍSIO
Deus da Beleza, Luz, ETC
 Deus do Vinho
Razão
Emoção (Instintos)
Ordem
Caos
Medida
Desmesura
Equilíbrio
Paixão
Nietzsche entende que deve existir a junção das duas facetas, isto é, sem que a racionalidade impeça o ímpeto criativo. Tampouco, os instintos dificultem a sua vivência. 

VALORES CRISTÃOS
PROPOSIÇÕES NIETZSCHEANAS
CRENÇA NA EXISTÊNCIA DIVINA E ETERNA
CRENÇA NA FRATERNIDADE E NO AMOR AO PRÓXIMO
AFIRMAÇÃO DO ALTRUÍSMO E DA ABNEGAÇÃO PELO OUTRO

CRENÇA APENAS NA EXISTÊNCIA CONCRETA E REAL DO HOMEM

APOLOGIA AOS VALORES DE CADA UM COMO FUNDAMENTAIS PARA A FORMAÇÃO DO ALÉM-HOMEM
O AMOR, A FRATERNIDADE E A ABNEGAÇÃO COMO APOLOGIA A DEUS

NEGAÇÃO DO ALTRUÍSMO PELA AFIRMAÇÃO DA CULTURA DO ALÉM HOMEM
CRENÇA NA VIDA ETERNA


CRENÇA NA FRATERNIDADE E ALTRUÍSMO COMO VALORES DA CULTURA ESCRAVA E DO HOMEM INFERIOR
CRENÇA NA HUMILDADE COMO FORMA DE ELEVAÇÃO E REDENÇÃO



CRENÇA APENAS EM NOSSA EXISTÊNCIA NA TERRA, COMO FORTUITA E PASSAGEIRA
CRENÇA NA HUMILDADE COMO FORMA DE NEGAR-SE E REBAIXAR-SE À CULTURA DO ESCRAVO

CRENÇA NA ELEIÇÃO DE PASTORES, PROFETAS E SACERDOTES

CRENÇA NA EXISTÊNCIA DE PASTORES, PROFETAS E SACERDOTES COMO FORMA DE SUBJULGAR OS HOMENS E CRIAR A CULTURA DAS OVELHAS
CRENÇA NA DIVISÃO DO HOMEM ENTRE O BEM E O MAL

CRENÇA NA EXISTÊNCIA DE UM HOMEM – O ALÉM HOMEM – QUE PODE ESTAR ALÉM DO BEM E DO MAL
AFIRMAÇÃO DO OUTRO COMO O PRÓXIMO

NEGAÇÃO DO OUTRO, PELA AFIRMAÇÃO DOS PRÓPRIOS VALORES.

Para Nietzsche é preciso superar a dicotomia alicerçada no pensamento socrático, bem como as amarras religiosas. Pois, segundo o filósofio, elas impedem o desenvolvimento do Homem.