domingo, 27 de julho de 2014

Pré-Socráticos

Introdução (com revisão)

No primeiro trimestre verificamos como surgiu a Filosofia Ocidental. Notamos que a Grécia foi o berço da filosofia em virtude de inúmeras condições observadas no entre os séculos VI e V a.C. Em especial, o contato de atenienses com povos distintos e a inquietação com os fenômenos cotidianos fez com que os grepos pensassem seu mundo além das explicações divinas ou mitológicas.
Afinal, o comércio com povos estrangeiro fez com que observassem novas formas de ver o mundo e colocassem em xeque os postulados de seus deuses. Desta forma, no final do século VI a.C os gregos apresentam uma novas forma de buscar respostas para seu mundo: eis um "Milagre Grego". O milagre grego, segundo pesquisadores da História da Filosofia, foi o processo pelo qual o grego optou pelo logos ao invés do mito (para revisar estes termos clique aqui).
É mister destacar que não houve uma ruptura com o mundo religioso. Tampouco os gregos se tornaram ateístas. Efetivamente a filosofia buscou novas formas de explicação para os fenômenos que circundavam o Homem sem buscar o mecanismo tradicional: o mito e a religião (explicação não racional). Prova disso foi o fato dos filósofos terem retomado temas filosóficos, entretanto com o viés racional por meio de formulações lógico argumentativas. O processo de desvinculação das explicações mitológica ocorreu de forma lenta e gradual.
A diagramação abaixo demonstra as mudanças dadas pelo milagre grego:


Tudo isso revisado cabe perguntar: Mas quem são os pré-socráticos? Para responder a pergunta é importante tratar da organização da História da Filosofia. Embora o pensamento e as explicações dadas pelo Homem não seja linear ou uniforme, para facilitar o estudo das transformações formulou-se vários esquemas ou divisões com finalidade didática. Uma das divisões mais usadas da História da Filosofia utiliza a periodização histórica. Veja o esquema:


A partir da divisão apresentada acima, convencionou-se dividir a Filosofia Antiga  em 3 períodos, fases, correntes ou escolas:
- Pré- Socrático (a) (até século V a.C.)
- Socrático (a) ( séculos V - IV a.C.)
- Helenístico (a) (séculos IV - V d.C.)

Os Pré Socráticos

"No estudo da história da filosofia, os primeiros filósofos são chamados de pré-socráticos. Apesar de passar a ideia de que existiram antes de Sócrates, o termo pré-socrático indica uma tendência de pensamento, estando relacionado também com filósofos que viveram na mesma época de Sócrates e até mesmo depois dele.
Aquilo que une os filósofos pré-socráticos é a preocupação em perguntar e compreender a natureza do mundo (a physis). Queriam entender a origem, aquilo que originou todas as coisas, o princípio delas. Os filósofos pré-socráticos são divididos em escolas do pensamento: Escola Jônica, Escola Itálica, Escola Eleática, Escola Atomística; de acordo com o local e problemas discutidos por seus pensadores.
A Escola Jônica recebe este nome por se desenvolver na colônia grega Jônia, na Ásia Menor, local onde hoje é a Turquia. Seus principais filósofos foram: Tales de Mileto, Anaxímenes de Mileto, Anaximandro de Mileto e Heráclito de Éfeso. Pensavam sobre o elemento primeiro, chegando a conclusões diferentes. Para Tales, o elemento que forma todas as coisas é a Água. Para Anaximandro, o elemento é o Ápeiron, aquilo que é ilimitado e que possibilita a união e separação dos diferentes corpos. Para Anaxímenes, o elemento é o Ar. De acordo com Heráclito, o elemento que representa a natureza das coisas é o fogo. Apesar das diferenças sobre qual seria o elemento primeiro, os filósofos da Escola Jônica pensavam o mundo como algo em movimento, a água que congela e evapora, o ápeiron que não pode ser determinado e não é estático, o ar nada palpável e o fogo que está sempre em movimento e transformando o que queima.
A Escola Itálica se desenvolveu no sul da Itália. O filósofo principal desta escola foi Pitágoras de Samos. Nascido na ilha de Samos, foi na península itálica, na cidade de Crotona, onde ele desenvolveu suas ideias. Pensou serem os números as essências das coisas. Suas investigações da física e matemática eram misturadas com misticismo. São atribuídos aos discípulos de Pitágoras, os pitagóricos, diversas descobertas matemáticas. Foi Pitágoras o responsável pela criação da palavra filosofia (amizade pela sabedoria) ao chamar a si mesmo de filósofo (amigo da sabedoria).
A Escola Eleática se desenvolveu na cidade de Eleia, ao sul da Itália. Seus principais filósofos foram Xenófanes de Cólofon, Parmênides de Eleia e Zenão de Eleia. Apesar de não ter nascido em Eleia, Xenófanes se estabeleceu na cidade após levar uma vida andando de povoado em povoado. A ideia principal ensinada por Xenófanes e posteriormente trabalhada por Parmênides é a ideia de Um. Xenófanes pensava no Um a partir de um pensamento mais voltado à religião, dizendo que Deus é Um, não foi feito, é eterno, perfeito e não se modifica. Em oposição à Escola Jônica, Parmênides pensa que o mundo é formado por um Ser-Absoluto, que não foi feito, é eterno, perfeito e não se modifica. Contra a ideia de movimento, Zenão desenvolveu argumentações que foram e são muito discutidas. Entre elas está a ideia de que uma flecha em voo sempre ocupa o seu espaço de flecha, logo a flecha está em repouso e todo movimento é uma ilusão.
A Escola Atomística, ou atomismo, desenvolveu-se a partir da ideia de que são vários os elementos que formam as coisas. A ideia de átomo (a = negação e tomos = divisão, ou seja, aquilo que não pode ser dividido) foi desenvolvida por Leucipo de Mileto e depois trabalhada por Demócrito de Abdera e Epicuro de Samos. Para Leucipo, o mundo é formado a partir do choque aleatório e imprevisível de infinitos átomos.
Embora diversos destes filósofos tenham escrito mais sobre outros assuntos do que sobre a natureza das coisas, como é o caso de Demócrito, que escreveu sobre ética, é o questionar-se sobre a natureza das coisas que os une neste período". Fonte: http://www.mundoeducacao.com/filosofia/presocraticos.htm

Cabe salientar que a corrente pré-socrática também ficou conhecida como naturalista ou escola da phisis, pois os pensadores desejavam entender a phisis (natureza) das coisas que os cercavam. Em outras palavras, eles desejavam entender a origem, as características  e as alterações apresentadas pelas coisas. Por isso afirma-se que o principal problema ou objeto investigado pelos pré-socráticos era a cosmologia, isto é, a investigação do princípio/ origem (do grego arché) e da organização do mundo. 


Aprofundando:
Pré- Socráticos - características gerais

EXERCÍCIOS SELECIONADOS

1- (UEL- 2003) “Tales foi o iniciador da filosofia da physis, pois foi o primeiro a afirmar a existência de um princípio originário único, causa de todas as coisas que existem, sustentando que esse princípio é a água. Essa proposta é importantíssima... podendo com boa dose de razão ser qualificada como a primeira proposta filosófica daquilo que se costuma chamar civilização ocidental.” (REALE, Giovanni. História da filosofia: Antigüidade e Idade Média. São Paulo: Paulus, 1990. p. 29.)
A filosofia surgiu na Grécia, no século VI a.C. Seus primeiros filósofos foram os chamados pré-socráticos. De acordo com o texto, assinale a alternativa que expressa o principal problema por eles investigado.
a) A ética, enquanto investigação racional do agir humano.
b) A estética, enquanto estudo sobre o belo na arte.
c) A epistemologia, como avaliação dos procedimentos científicos.
d) A cosmologia, como investigação acerca da origem e da ordem do mundo.
e) A filosofia política, enquanto análise do Estado e sua legislação.

2- (UEL- 2003) Ainda sobre o mesmo tema, é correto afirmar que a filosofia:
a) Surgiu como um discurso teórico, sem embasamento na realidade sensível, e em oposição aos mitos gregos.
b) Retomou os temas da mitologia grega, mas de forma racional, formulando hipóteses lógico-argumentativas.
c) Reafirmou a aspiração ateísta dos gregos, vetando qualquer prova da existência de alguma força divina.
d) Desprezou os conhecimentos produzidos por outros povos, graças à supremacia cultural dos gregos.


e) Estabeleceu-se como um discurso acrítico e teve suas teses endossadas pela força da tradição.
3- (UEL- 2003) “Zeus ocupa o trono do universo. Agora o mundo está ordenado. Os deuses disputaram entre si, alguns triunfaram. Tudo o que havia de ruim no céu etéreo foi expulso, ou para a prisão do Tártaro ou para a Terra, entre os mortais. E os homens, o que acontece com eles? Quem são eles?” (VERNANT, Jean-Pierre. O universo, os deuses, os homens. Trad. de Rosa Freire d’Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p. 56.)
O texto acima é parte de uma narrativa mítica. Considerando que o mito pode ser uma forma de conhecimento, assinale a alternativa correta.
a) A verdade do mito obedece a critérios empíricos e científicos de comprovação.
b) O conhecimento mítico segue um rigoroso procedimento lógico-analítico para estabelecer suas verdades.
c) As explicações míticas constroem-se, de maneira argumentativa e autocrítica.
d) O mito busca explicações definitivas acerca do homem e do mundo, e sua verdade independe de provas.

e) A verdade do mito obedece a regras universais do pensamento racional, tais como a lei de não-contradição.
4- As lendas sempre foram alicerces para os povos antigos. Os gregos, por exemplo, tributavam suas origens aos heróis que protagonizam a poesia de Homero, e os romanos, aos irmãos Rômulo e Remo, filhos do deus Marte, eternizados no relato do historiador Tito Livio.
Essas explicações lendárias:
a) Alteram ou reinventaram fatos históricos, justificando alguma condição ou ação posterior dos homens. 
b) Sempre se basearam em acontecimentos reais, com o único propósito de explicar o passado. 
c) Confirmaram que as civilizações, em sua origem, não possuem vínculos com seu passado lendário, denominado idade das trevas.
d) Afirmam uma reação inconsciente de todos os povos, que tem por fundamento o ideal religioso, desligado de qualquer interesse político.
e) São apenas formas artísticas ou literárias independentes dos interesses políticos, por serem estéticas.

5- Não é representante da corrente pré-socrática:
a) Marx.
b) Pitágoras.
c) Parmênides.
d) Demócrito.
e) Tales de Mileto.

6- (UEL – 2004) “Entre os ‘físicos’ da Jônia, o caráter positivo invadiu de chofre a totalidade do ser. Nada existe que não seja natureza, physis. Os homens, a divindade, o mundo formam um universo unificado, homogêneo, todo ele no mesmo plano: são as partes ou os aspectos de uma só e mesma physis que põem em jogo, por toda parte, as mesmas forças, manifestam a mesma potência de vida. As vias pelas quais essa physis nasceu, diversificou-se e organizou-se são perfeitamente acessíveis à inteligência humana: a natureza não operou ‘no começo’ de maneira diferente de como o faz ainda, cada dia, quando o fogo seca uma vestimenta molhada ou quando, num crivo agitado pela mão, as partes mais grossas se isolam e se reúnem.” (VERNANT, Jean-Pierre. As origens do pensamento grego. Trad. de Ísis Borges B. da Fonseca. 12.ed. Rio de Janeiro: Difel, 2002. p.110.)
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
a) Para explicar o que acontece no presente é preciso compreender como a natureza agia “no começo”, ou seja, no momento original.
b) A explicação para os fenômenos naturais pressupõe a aceitação de elementos sobrenaturais.
c) O nascimento, a diversidade e a organização dos seres naturais têm uma explicação natural e esta pode ser compreendida racionalmente.
d) A razão é capaz de compreender parte dos fenômenos naturais, mas a explicação da totalidade dos mesmos está além da capacidade humana.
e) A diversidade de fenômenos naturais pressupõe uma multiplicidade de explicações e nem todas estas explicações podem ser racionalmente compreendidas.

7- (UEL – 2004) “Mais que saber identificar a natureza das contribuições substantivas dos primeiros filósofos é fundamental perceber a guinada de atitude que representam. A proliferação de óticas que deixam de ser endossadas acriticamente, por força da tradição ou da ‘imposição religiosa’, é o que mais merece ser destacado entre as propriedades que definem a filosoficidade.” (OLIVA, Alberto; GUERREIRO, Mario. Présocráticos: a invenção da filosofiaCampinas: Papirus, 2000. p. 24.)
Assinale a alternativa que apresenta a “guinada de atitude” que o texto afirma ter sido promovida pelos primeiros filósofos.
a) A aceitação acrítica das explicações tradicionais relativas aos acontecimentos naturais.
b) A discussão crítica das idéias e posições, que podem ser modificadas ou reformuladas.
c) A busca por uma verdade única e inquestionável, que pudesse substituir a verdade imposta pela religião.
d) A confiança na tradição e na “imposição religiosa” como fundamentos para o conhecimento.

e) A desconfiança na capacidade da razão em virtude da “proliferação de óticas” conflitantes entre si.
8- (UEL – 2007) “Há, porém, algo de fundamentalmente novo na maneira como os Gregos puseram a serviço do seu problema último – da origem e essência das coisas – as observações empíricas que receberam do Oriente e enriqueceram com as suas próprias, bem como no modo de submeter ao pensamento teórico e casual o reino dos mitos, fundado na observação das realidades aparentes do mundo sensível: os mitos sobre o nascimento do mundo.” Fonte: JAEGER, W. Paidéia. Tradução de Artur M. Parreira. 3.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1995, p. 197.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre arelação entre mito e filosofia na Grécia, é corretoafirmar:
a) Em que pese ser considerada como criação dos gregos, a filosofia se origina no Oriente sob o influxo da religião e apenas posteriormente chega à Grécia.
b) A filosofia representa uma ruptura radical em relação aos mitos, representando uma nova forma de pensamento plenamente racional desde as suas origens.
c) Apesar de ser pensamento racional, a filosofia se desvincula dos mitos de forma gradual.
d) Filosofia e mito sempre mantiveram uma relação de interdependência, uma vez que o pensamento filosófico necessita do mito para se expressar.
e) O mito já era filosofia, uma vez que buscava respostas para problemas que até hoje são objeto da pesquisa filosófica.


Gabarito
1-D 2-B 3-D 4-A 5-A 6-C 7-B 8-C 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Trabalhos 6º e 7º EM - para início de agosto

Trabalho 1 - Criação de Jogo
- Data: 06 ou 19 de agosto (excepcionalmente serão aceitos com redução na nota até 20 de agosto)
- Individual ou dupla
- Critérios: pontualidade, utilização de conceitos, estética, criatividade, etc.
- Partes: Jogo e Manual de Instruções (regras, formas de jogar, etc)
- Trabalho: consiste na criação de um jogo (qualquer tipo: cartas, tabuleiro, etc) com um, dois ou vários dos assuntos estudados em História durante este ano letivo.
- Objetivos da Atividade:
1- Proporcionar a revisão de conteúdos.
2- Desenvolver habilidades lúdicas de criação e adaptação.
3-  Desenvolver planejamento, organização, execução de tarefas entre outras atividades operacionais.
4- Verificar comprometimento e pontualidade.

Trabalho 2
Parte I: Dicionário Enciclopédico de História
- Data: 06 (excepcionalmente serão aceitos com redução na nota até 07 de agosto)
- Atividade:  Na primeira parte do caderno pequeno (brochura ou espiral solicitado na lista geral) o aluno deverá marcar cada folha com uma letra seguindo a ordem alfabética.
-Critérios: organização, estética, relevância do conceito escolhido, qualidade do conceito (pesquisado ou elaborado), pontualidade.
6º ano: pesquisar e anotar  20 conceitos (mínimo) estudados até o momento. Exemplo: politeísmo, autóctones, sedentário, Revolução Neolítica, etc.
7º ano: formular 20 conceitos (mínimo) estudados até o momento. Utilize O método LIDE (onde, quando, o quê, etc.). Exemplo: Peste Negra, Tratado de Verdun, Relação de Vassalagem, etc.
OBS: Algumas letras ficarão sem nenhum conceito. Não tem problema. Na medida em que o aluno aprender novos conceitos, este deverá completar seu dicionário.
- Objetivos da Atividade:
1- Fixar conceitos fundamentais para o estudo histórico.
2- Revisar de conteúdos.
3- Verificar características básicas de um conceito.
4- Formular conceitos.
5-  Desenvolver planejamento, organização, execução de tarefas entre outras atividades operacionais.
6- Verificar comprometimento e pontualidade.

Parte II: Cartografia Histórica e outros esquemas
- Data: 06 (excepcionalmente serão aceitos com redução na nota até 07 de agosto)
- Atividade: Na segunda metade do caderno pequeno (brochura ou espiral solicitado na lista geral) o aluno deverá apresentar (mapas e esquemas confeccionados artesanalmente) segundo modelo efetuados anteriormente.
-Critérios: organização, estética, pontualidade,etc.
6º ano:
- Desenhar  Periodização Histórica (Completa)
- Mapa: Crescente Fértil
- Mapa: (Local de surgimento) Primeiras Cidades
- Mapa: Crescente Fértil
- Mapa: Mesopotâmia
- Mapa: Egito Antigo
- Mapa: Teorias de Ocupação da América
- Mapa: Principais sítios arqueológicos do Brasil
- Desenhar Regime de Cheias

7º ano:
- Desenhar  Periodização Histórica (Completa)
- Mapa: Reinos/ Povos Bárbaros
- Mapa: Tratado de Verdun
- Mapa: Expansão Muçulmana
- Mapa: Reinos da África Saheliana 
- Desenhar (esquema): Relação de Vassalagem
- Mapa: Cruzadas
- Desenho do Processo de Transmissão da Peste Negra

- Objetivos da Atividade:
1- Fixar aspectos geográficos fundamentais para o estudo histórico.
2- Revisar de conteúdos.
3- Formular esquemas didáticos.
4-  Desenvolver planejamento, organização, execução de tarefas entre outras atividades operacionais.
5- Verificar comprometimento e pontualidade.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Exercícios ( Questão Indígena, Eurocentrismo, etc)

Questões

1- Conceitue:
a) Etnocentrismo
b) Eurocentrismo

2- Observe a imagem


"Índia Tapuia" - Albert Eckhout
Pintor holandês (1610-1665)

a) Qual a representação de indígena da imagem?
b) Qual a relação da imagem com a noção de eurocentrismo?

3- Leia a texto:
"Quando se fala de expansão marítima europeia, devemos ter em mente que o interesse comercial era o principal motivo para a conquista de novas rotas marítimas. O próprio termo expansão estava ligado ao fato dos europeus navegarem apenas pelo mar Mediterrâneo e os mares do norte europeu, desconhecendo rotas marítimas nos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico até o século XIV.
Mas o interesse comercial estava em que tipo de mercadorias? Nos mercados europeus, que floresceram durante a Baixa Idade Média, a venda de especiarias e outras mercadorias orientais proporcionava lucros altíssimos aos comerciantes. Tecidos de seda, porcelanas e uma série de condimentos, como cravo, pimenta e canela, utilizados para a conservação dos alimentos, encontravam um grande número de compradores.
Entretanto, o controle do oferecimento destas mercadorias estava nas mãos apenas dos comerciantes italianos - principalmente oriundos das cidades de Gênova e Veneza - e mulçumanos, que mantinham estreitas relações comerciais. Isto ocorria pelo fato do comércio entre o Oriente e a Europa ser realizado predominantemente pelo Mar Mediterrâneo. Devido à localização geográfica das duas cidades italianas,­ eram elas que controlavam o comércio neste mar.
Outro fato ainda contribuiu para a necessidade de se encontrar novas rotas marítimas de acesso aos centros produtores das mercadorias orientais. Com a conquista da cidade de Constantinopla pelos turcos-otomanos, em 1453, os preços das mercadorias se tornaram ainda maiores devido às taxas que passaram a ser cobradas. A nascente classe burguesa, que realizava o comércio na Europa, precisava chegar ao Oriente sem passar pelo Mar Mediterrâneo e Constantinopla.
A solução visualizada era contornar o continente africano para chegar às Índias, nome genérico dado às regiões orientais. Algumas condições existentes na Península Ibérica levaram primeiramente Portugal e, depois, a Espanha a se tornarem pioneiros desta expansão marítima.
Portugal se destacou antes dos demais países por já ter um porto, na cidade de Lisboa, que ligava o comércio entre o Mar Mediterrâneo e o norte europeu. Isto fortaleceu economicamente a burguesia mercantil portuguesa que pôde financiar o projeto expansionista".
a) Apresente 2 potências que se destacaram no processo da expansão marítima comercial.
b) Relacione este contexto histórico com o termo "índio" atribuído ao nativo observado no Brasil em virtude da chegada dos europeus no século XV.

4- Note a tirinha de Quino:
a) Qual o referencial adotado por Mafalda?
b) Apresente a crítica ou o elemento de humor da tirinha.


5- Sobre a imagem:
a) Qual hipótese sobre a origem do ser humano é utilizada para embasar as teorias apresentadas?
b) Explique detalhadamente a teoria mais aceita acerca da chegada do Homem à América.


6- Veja a foto do outdoor:
Sabendo que São Raimundo Nonato tem menos de 50 mil habitantes, explique os motivos da construção do aeroporto. em seguida explique como esta localidade contribuiu para suscitar uma grande discussão ou discórdia teórica sobre o povoamento da América.  

Análise Cartográfica (Para oficina de 27/06)




a



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Estudo de Caso: QUESTÃO INDÍGENA (Parte I - conceituação e origem do nativo da América)

I- Conceito de Indígena
A utilização do vocábulo "índio" na língua portuguesa tem problemas relacionados à origem. Para retomá-los voltemos um pouco na História. Cabe relembrar que na transição da Idade Média à Idade Moderna o Oriente mostrava-se como alternativa às crises que a Europa passava (Peste Negra, Revoltas Camponesas, Guerra dos 100 anos, Grande Fome, etc). Assim, a rota da seda na China e a busca de especiarias na Índia eram corriqueiras entre mercadores europeus. 
Assim sendo, cabe desde já afirmar que dicionários etimológicos europeus retomam a origem do termo "indian" ou "índio" relacionadas ao contato entre o povo da Europa e os moradores Índia. Segundo publicações, relatos de viagens e outros documentos históricos, o europeu denominava* "indian" ou "índio" os habitantes de áreas correspondentes à Índia atual, bem como outras áreas do Oriente.  
Seguindo a análise histórica, salienta-se que a dificuldade de se enquadrar ao modelo feudal (baseado principalmente na agricultura de subsistência) propiciou que algumas partes da Europa se dedicassem ao comércio. Gênova, Florença e- principalmente- Veneza figuraram como expoentes no comércio marítimo no final da Idade Médio. Desta forma, as cidades italianas figuraram como grandes mercadores no eixo ocidente-oriente por meio do Mar Mediterrâneo.
Com o processo de unificação ibérica, expulsão dos mouros e a subida ao poder da Dinastia de Avis espanhóis e portugueses foram ao mar! Entretanto, a concorrência ibérica não agradou os comerciantes que viviam do comércio mediterrânico. Há vários relatos de pirataria ( saques de embarcações e grandes disputas, algumas que incidiram no afundamento de embarcações) no Mediterrâneo. 
Para evitar os riscos e perigos mediterrânicos, portugueses e espanhóis buscaram outra forma de chegar ao Oriente. Os portugueses desenvolveram a proposta do Périplo Africano (visava alcançar o Oriente por meio do contorno do litoral africano) e os espanhóis foram ao mar baseados no projeto da Circunavegação (visto que acreditavam na teoria da esfericidade da Terra, com a ajuda do italiano Colombo desejavam alcançar o Oriente contornando o globo terrestre). Com tais pressupostos espanhóis chegaram à America e portugueses  ao Brasil. 
Os portugueses, com recursos de localização limitados pelas condições tecnológicas do período, chegaram ao Brasil acreditando porém - afirmam as correntes historiográficas mais aceitas- crendo na chegada à Índia. Apesar de algumas cidades indianas terem população considerável, era bem sabido que parte considerável do que conhecemos por Índia (e seus arredores) tinham uma população esparsa e com hábitos culturais distinto daqueles relatados nos cadernos de vários viajantes. Não por acaso os nativos do Brasil ficaram denominados de "índios", isto é, foram denominados de habitantes da Índia. Á guisa de conclusão é mister sublinhar que o termo "índio" é dado erroneamente pelo europeu* ao nativo do Brasil.

* Eurocentrismo
Na construção do conceito de "índio" para o nativo da América ou para os nativos do Oriente vemos uma noção do europeu para o nativo. Na trata-se de uma autodeterminação dativa sobre si. Este modelo de conceituação do mundo a partir da Europa, colocando a visão dos europeus no centro dos processos explicativos, da-se o nome de EUROCENTRISMO. Esta forma de explicar o mundo se desenvolveu a partir dos cronistas do início da Idade Moderna em consequência da expansão marítimo-comercial. Segundo a visão  eurocêntrica, a visão dos nativos é relegada ao plano secundário e, por sua vez, a Europa é tratada como protagonista da História de todo o planeta. Para saber mais veja o texto a seguir:

"Eurocentrismo corresponde a uma expressão que emite a ideia no mundo como um todo de que a Europa e seus elementos culturais são referência no contexto de composição de toda sociedade moderna. 
De acordo com diversos estudiosos e analistas essa perspectiva se mostra como uma doutrina que toma a cultura européia como a pioneira da história, dessa forma se enquadra como uma referência mundial para todas as nações, como se apenas a cultura Européia fosse útil e verdadeira. 

Essa ideologia de centralidade cultural européia ganhou uma proporção tão grande que dentro e fora da Europa existe a visão de que essa representa toda a cultura ocidental no mundo. 

No entanto, esse fechamento cultural é negativo uma vez que não leva em consideração as inúmeras culturas de civilizações que contribuem para a diversidade sociocultural do mundo, principalmente daquelas nações que foram colonizadas pelos europeus a partir do século XV. 

Apesar desse processo recentemente estar recebendo uma série de questionamentos e críticas contrários na própria Europa e em outras sociedades globais, mesmo assim isso continua ocorrendo. Um exemplo mais claro disso é a divisão do planeta Terra em hemisfério ocidental e hemisfério oriental uma vez que o Meridiano principal de mudança de data está localizado em município na periferia de Londres chamado de Greenwich". 
Fonte: http://www.mundoeducacao.com/geografia/eurocentrismo.htm

*Etnocentrismo
Trata-se do conceito antropológico no qual determinada etnia, tribo ou grupo social por considerar-se superior, mais avançado ou "escolhido", utiliza apenas sua ótica nas análises dos fatos e fenômenos cotidianos. Em outras palavra, está relacionado ao fato de colocar seus valores culturais numa patamar diferenciado (como se fosse mais importante que estes são melhores que de outro grupo). 

II- O povoamento da América

"A Pré-história americana, em princípio, foca suas discussões sobre o período em que os primeiros homens pré-históricos ocuparam nosso continente. Esse assunto conta com diferentes pesquisas que indicam datas que variam entre 20 e 35 mil anos atrás. Investigações científicas ainda mais recentes trabalham com um período de 50 mil anos atrás.
Alguns cientistas trabalham com a hipótese de que a América, assim como os continentes africano e asiático, contava com populações próprias ou nativas. No entanto, a tese do autoctonismo não conta com afirmações materiais, pois ainda não foram encontrados fósseis humanos anteriores ao do Homo sapiens sapiens. Com isso, as correntes teóricas que defendem que grupos humanos teriam migrado de outros continentes para a América ganham maior destaque.
A teoria migratória de maior destaque acredita que os primeiros grupos humanos a chegar ao continente contavam com semelhanças físicas próximas das populações mongolóides e pré-mongolóides da Ásia. A chegada desses povos à América aconteceu graças ao congelamento do Estreito de Bering, que separa o continente asiático da porção norte da América. Há cerca de 12 mil anos, o congelamento do Estreito e a baixa no nível das águas do Oceano Glacial Ártico permitiram a migração do homem pré-histórico asiático para a América.
Os defensores dessa tese migratória se embasam nos vestígios pré-históricos encontrados no sítio de Clóvis, localizado no Novo México (EUA). No entanto, essa tese sofre grande questionamento. Uma dessas suspeitas sobre a Teoria do Estreito de Bering aconteceu quando, em 1975, o fóssil de uma mulher foi encontrado na região de Lagoa Santa, situada no estado brasileiro de Minas Gerais. Apelidada de “Luzia”, o antigo fóssil tem uma datação equivalente a dos primeiros povos a ocuparem a América do Norte. Além disso, seus traços são negróides como os das populações do continente africano ou dos aborígines australianos.
Baseado nessa descoberta revolucionária, a comunidade científica trabalha com uma terceira hipótese. De acordo com esses estudos, as populações que ocuparam primeiro o continente vieram de regiões do sul asiático, da Polinésia e da Oceania. Tais grupos humanos teriam se deslocado por meio de navegações feitas em embarcações de pequeno porte. Com o passar do tempo fixaram-se no litoral leste do continente americano e, posteriormente, buscado áreas pelo interior da América.
Sem chegar a um consenso final, as pesquisas arqueológicas e paleontológicas continuam na América. Cada dia, novas descobertas vão ampliando o debate sobre os povos formadores do nosso continente. Dessa forma, muitos vestígios pré-históricos americanos ainda esperam seu encontro com o homem contemporâneo".
Fonte: http://www.brasilescola.com/historia-da-america/ocupacao-continente-americano.htm

III- Síntese das Principais Teorias




Nome das Teorias Segundo os Pesquisadores Nacionais (Em Português)
- Vermelho: Teoria Asiática (Teoria Mais Aceita)

- Verde: Teoria Malaio-Polinésia
- Amarelo: Teoria Australiana


Saiba Mais: Pesquisadora brasileira encontrou vestígios que discordam da teoria mais aceita de ocupação da América.


O primeiro brasileiro

A arqueóloga Niède Guidon faz um balanço das descobertas no Piauí que podem mudar as teorias do surgimento do homem na América

Há 30 anos, a arqueóloga Niède Guidon tenta provar que o homem chegou à América muito antes do que se imaginava. Formada na Universidade de Sorbonne, na França, essa paulista de Jaú se mudou em 1992 para a cidade de São Raimundo Nonato para estudar a vida dos primeiros habitantes do Brasil no hoje famoso Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí. A área tem cerca de 600 sítios arqueológicos com paredões repletos de pinturas rupestres e outros vestígios, como ferramentas de pedra lascada, esqueletos e urnas funerárias.
Nos últimos dois anos, a datação de pinturas rupestres no parque com cerca de 35 mil anos e de dentes humanos de 15 mil anos atrás promete sacudir o estudo da chegada no homem à América. A teoria mais aceita sobre o povoamento do continente diz que o homem veio pelo estreito de Behring, entre a Rússia e o Alasca, por volta de 13 mil anos atrás. Apesar de a equipe da arqueóloga já ter encontrado, há mais de uma década, restos de uma fogueira de 48 mil anos, a descoberta foi encarada com ceticismo por outros pesquisadores, que diziam que a fogueira poderia ter surgido de uma combustão espontânea. “A idéia de que o homem veio para a América há 13 mil anos é da década de 50”, diz Niède. “De lá para cá, as novas descobertas têm mostrado que ele já estava aqui há muito mais tempo.”
Como as descobertas no Parque Nacional da Serra da Capivara estão abalando as teorias vigentes sobre o povoamento da América?
Um dos achados importantes foi a descoberta de uma pintura que estava coberta por uma camada de calcita. Essa calcita foi retirada pelo professor Shigueo Watanabe (do Instituto de Física da USP, em São Paulo), que a datou em 35 mil anos. Portanto, as figuras têm, no mínimo, essa idade. Encontramos também dentes humanos datados em 15 mil anos.
Esses achados vão contra a teoria mais aceita, de que o homem chegou à América há cerca de 13 mil anos...
O que as pessoas chamam de teoria vigente sobre a presença do homem na América é uma tese dos anos 50. De lá para cá, surgiram novas descobertas aqui, no México, no Chile e em outros lugares do continente. As pesquisas desenvolvidas na serra da Capivara estão dentro de um novo contexto. Os dentes que achamos são os restos humanos mais antigos já encontrados na América. Sei da importância desse achado. Mas vejo com naturalidade, porque está dentro de um processo e é resultado de um trabalho de muitos anos, que ainda deve render muitas outras descobertas importantes.
Como o homem teria chegado à América? As descobertas no parque ajudam a desvendar esse segredo?
Estamos fazendo análise do DNA dos esqueletos encontrados na região. Esse trabalho está em processo na Universidade de Michigan, nos EUA. Comparando-se esse DNA com o encontrado em restos humanos de outras partes do continente, poderemos estabelecer uma teoria. Minha hipótese é a de que houve várias entradas, por diversos caminhos, inclusive por mar. E em várias épocas diferentes. O homem saiu da África e se espalhou pelo mundo. É um absurdo achar que o continente foi povoado somente pelo estreito de Behring. Outro indício forte de que houve vários caminhos e levas migratórias é a grande variedade lingüística encontrada entre os povos indígenas da América.
Como o trabalho em arqueologia no Brasil é visto por pesquisadores de outros países, já que temos pouca tradição na área?
Não concordo com isso. Temos, sim, uma tradição. Até mesmo porque instituições de todo o mundo nos procuram para firmar acordos de pesquisa. Em 2003 devemos receber pesquisadores ingleses, franceses e de outras nacionalidades, em convênio com universidades brasileiras, como a Federal de Pernambuco.
Por que então esses achados, apesar de importantes, não tiveram repercussão?
A publicação do resultado obtido pelo professor Shigueo Watanabe sobre as pinturas de 35 mil anos foi feita no ano passado, na revista Journal of Archaeological Science, e começa a repercutir – tenho recebido várias consultas sobre o assunto. A datação dos dentes foi publicada em português. Infelizmente, nossos colegas norte-americanos não lêem as publicações em português nem em francês. E a maioria dos nossos trabalhos é publicada nessas línguas. No final do ano conseguimos publicar em inglês a monografia sobre os achados no Boqueirão da Pedra Furada, o que nos deu muito trabalho, com alto custo financeiro. Em 2002, tivemos quatro artigos publicados em revistas internacionais de língua inglesa. E agora houve uma proposta para que façamos uma síntese dos 30 anos de pesquisa no Parque Nacional, que deve ser publicada numa revista norte-americana, provavelmente a American Antiguity.
As novas descobertas foram datadas pelos métodos tradicionais ou houve algum avanço nessa área?
O professor Shigueo Watanabe datou a calcita com uma metodologia nova chamada Electronic Spin Resonance, um método físico que eu não conheço muito profundamente. O resultado dos dentes foi obtido pelo método do carbono 14, mas com uma máquina especial chamada AMS (Accelerator Mass Spectrometry, ou espectrometria de massa por acelerador), que permite a datação mesmo de pequenas quantidades de carvão.
Quais são as pesquisas mais promissoras feitas hoje na área do parque?
No final de novembro, foi descoberto um sítio promissor que me deixou empolgada. Fica em um local elevado, junto ao que foi um dia uma cachoeira. As rochas do local eram ótimas para serem lascadas. Provavelmente, os homens usavam o local para fabricar os instrumentos e os levavam depois consigo. Acho que poderemos estabelecer semelhanças entre as técnicas usadas ali com as que eram aplicadas em alguns pontos da Europa há 30 mil anos, assim como já podemos comparar pinturas rupestres do parque com outras muito antigas, de outras partes do mundo. Estamos escavando também uma área chamada Serrote, onde achamos sete esqueletos, um número extremamente importante no Brasil, já que é pequeno o número de esqueletos encontrados por aqui. Na Serra Branca (região remota do parque, fechada à visitação), terminamos uma escavação que encontrou uma rocha a 10,3 metros de profundidade, que também deve nos dar preciosas informações sobre as mudanças do clima e do relevo da região.
Niède Guidon
• Tem 69 anos, fez carreira na França e desde 1992 mora em São Raimundo Nonato (PI).
• Comanda a Fundação Museu do Homem Americano, que em parceria com o Ibama, administra o Parque Nacional da Serra da Capivara.
• Gosta de caminhar sozinha por trilhas em meio à caatinga. Já topou com duas onças nessas incursões.
"O homem não chegou à América apenas por uma região. É absurdo achar que o continente todo foi povoado a partir do Alasca"
Fonte: http://super.abril.com.br/ciencia/primeiro-brasileiro-443602.shtml 








SÍNTESE POR TÓPICOS


Estudo de Caso: QUESTÃO INDÍGENA  (Parte I) 

I- Etnocentrismo e eurocentrismo
Etnocentrismo
Trata-se do conceito antropológico no qual determinada etnia, tribo ou grupo social por considerar-se superior, mais avançado ou "escolhido", utiliza apenas sua ótica nas análises dos fatos e fenômenos cotidianos. Em outras palavra, está relacionado ao fato de colocar seus valores culturais numa patamar diferenciado (como se fosse mais importante que estes são melhores que de outro grupo)


Eurocentrismo
"Eurocentrismo corresponde a uma expressão que emite a idéia no mundo como um todo de que a Europa e seus elementos culturais são referência no contexto de composição de toda sociedade moderna. 
De acordo com diversos estudiosos e analistas essa perspectiva se mostra como uma doutrina que toma a cultura européia como a pioneira da história, dessa forma se enquadra como uma referência mundial para todas as nações, como se apenas a cultura Européia fosse útil e verdadeira". 
Fonte: http://www.mundoeducacao.com/geografia/eurocentrismo.htm


II- Conceito de Indígena
- Contexto Histórico: Expansão marítimo-comercial 
- O interesse no Oriente e a Índia
- O monopólio italiano no Mediterrâneo
- A busca por rotas alternativas e a chegada à América
- Índio = erro conceitual (originário) + visão eurocêntrica
Caminho dos Europeus em busca de produtos
Mapa-Mundi (continentes)


II- O povoamento da América
- Pressupostos científicos
- Teorias:



III- Niède Guidon e suas pesquisas
Achados em São Raimundo Nonato (PI):
- Pinturas Rupestres
- Material Lítico
- RESTO DE COMBUSTÃO ORGANIZADA (Datação 45- 50 mil a.a.)