sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Significados dos 20 /Anos da Queda do Muro de Berlim

Texto 1:
O significado do muro de Berlim


O muro de Berlim, construído em 1961 para consagrar a separação entre as duas Alemanhas – Oriental e Ocidental – e também entre duas Europas, foi demolido em novembro de 1989. Pouco tempo depois, em outubro de 1990, era oficializada a reunificação alemã. Esse foi um importante acontecimento histórico, pois o muro de Berlim era o grande símbolo da oposição entre o capitalismo e o socialismo, entre a área de influência norte-americana e a área de influência soviética. É por isso que normalmente se afirma que 1989 foi o ano-chave da crise do socialismo e das economias planificadas. A queda do muro de Berlim, em 1989, foi um momento decisivo nas transformações que ocorreram no mapa-mundi no final do século XX.
O muro de Berlim foi construído em 1961 pelas autoridades alemãs-orientais e soviéticas, que temiam a comparação entre a parte leste de Berlim e a parte oeste, que estava sob proteção de tropas norte-americanas, francesas e britânicas. Milhares de pessoas tentavam a cada ano abandonar a parte leste da cidade e se fixar em Berlim ocidental. O muro impediu isso. Famílias ficaram divididas, de um dia para o outro, as pessoas ficaram sem contato com os parentes que ficaram do outro lado do muro.
Durante quase trinta anos essa divisão da cidade em duas partes, com regimes políticos e formas de economia diferentes, foi uma rotina. Mas em 1989 pessoas de ambos os lados, dirigiu-se a esse muro e demoliu. As tropas soviéticas e alemãs-orientais nada fizeram para impedir a demolição, pois já estava ocorrendo uma crise do socialismo e da economia planificada.
A União Soviética, em 1989, vivia uma crise econômica e política, vendo-se obrigada e gradativamente deixar de lado sua posição como superpotência e, diminuir seus gastos militares para manter os regimes do Leste europeu. Quando os povos do Leste, especialmente de Berlim oriental, perceberam que as tropas soviéticas não mais iriam intervir nos seus países, que não mais impediram manifestações populares contra o regime, saíram às ruas e organizaram grandes manifestações a favor de mudanças. Uma delas, talvez a mais importante, foi essa manifestação contra o muro de Berlim, que levou à sua demolição.
Por outro lado, nas últimas décadas, a Europa ocidental alcançou um notável desenvolvimento que a tirou da condição relativa periferia dos Estados Unidos. Desde os anos 80, tanto a Europa ocidental como o Japão passaram a ser vistos como dois novos centros mundialmente importantes e competitivos, outros pólos ou centros de poder do mundo capitalista.
O padrão de vida e o consumo se elevaram bastante na Europa ocidental desde os anos 70. o que aumentou as diferenças que já existiam em relação ao Leste europeu.
Os povos do Leste europeu sonhavam com o padrão de vida e o consumo da parte ocidental do continente europeu, mais foi um sonho reprimido até os anos 80. Com a crise do socialismo e em especial com o enfraquecimento da superpotência que comandava esse bloco, saíram às ruas exigindo mudanças, aspirando a uma situação semelhante à da outra parte do continente. A queda do muro de Berlim, a reunificação da Alemanha e as grandes mudanças políticas e econômicas que vêm ocorrendo na Europa oriental desde os anos 90 resultam de um conjunto de reivindicações, sobretudo políticas, que remontam às primeiras intervenções militares soviéticos em territórios de alguns desses países em meados da década de 1950.

Fonte: http://paises.hlera.com.br/europa/alemanha/o-significado-do-muro-de-berlim.htm
 
Texto 2:
Vinte anos depois, Muro de Berlim vira símbolo da tolerância na Alemanha unificada


IRIS JÖNCK
Colaboração para o UOL Viagem
É impossível não desembarcar em Berlim procurando pelo que restou de um dos momentos históricos mais impactantes do século 20. Em novembro de 1989, uma multidão eufórica pôs abaixo os 155 quilômetros do muro que, desde 1961, separou simbolicamente o Ocidente do bloco comunista durante os duros tempos da Guerra Fria.
Para a decepção de muitos, encontrar vestígios do antigo marco divisório das duas Alemanhas não é uma tarefa fácil: em seu lugar ergueu-se uma metrópole vibrante, restabelecida política e economicamente, que não olha para trás. Berlim fascina os visitantes que tentam decifrar o significado de sua nova paisagem, repleta de edifícios modernos, grafites provocadores e muita agitação cultural.
Vinte anos depois da unificação, no coração da cidade, os sinais da nova Berlim vão muito além das poucas ruínas que restaram de pé. Potsdamer Platz exibe escombros do muro só para turista ver. Antes quase abandonado por conta da divisão da cidade, o centro agora exibe reluzentes prédios, como o complexo da Crysler e o Sony Center, que dão a dimensão do ritmo de mudança que a cidade se impôs.
Um dos raros resquícios do muro transformou-se em galeria a céu aberto: a East Side Gallery, entre as estações de metrô Ostbahnhof e Warschauerstrasse. Com 1,3km de extensão, apresenta grafites feitos em 1990 por 118 artistas de 21 diferentes nacionalidades. Da era comunista, muito pouco sobreviveu. A construção mais marcante é a charmosa e futurista torre de TV, na Alexanderplatz, com seus 368 metros, impossível de não ser avistada de qualquer parte. Orgulho da extinta República Democrática Alemã (RDA), oferece uma bela vista da cidade e um restaurante giratório no topo.

Em busca de uma sociedade cada vez mais tolerante e aberta às diferenças, Berlim tem, contudo, consciência de seu passado. Os monumentos avistados pelo percurso das principais ruas tratam de contar a história para que ela não seja esquecida. Perto da Potsdamer Platz surge o Monumento ao Holocausto criado pelo arquiteto norte-americano Peter Eisenman e inaugurado em 2005, que chama à reflexão. O Museu Judaico, no bairro de Kreuzberg, atrai quatro milhões de visitantes todos os anos.
A Porta de Brandenburgo, outro antigo símbolo da divisão no centro da cidade, hoje reforça os tempos de liberdade. Dali sai a Unter den Linden, avenida famosa por suas embaixadas. Caminhando um pouco mais pela Friedrichstrasse chega-se ao Checkpoint Charlie, antigo ponto de controle utilizado para a passagem entre os lados, que guarda as histórias de quem tentava cruzar a fronteira em um museu de mesmo nome.
A Igreja Kaiser-Wilhelm-Gedächtnis-Kirche, no bairro de Charlottenburg, no lado oeste, foi parcialmente destruída pelos bombardeios e hoje está preservada para mostrar as conseqüências da guerra. Ao seu redor, em contraste, foram erguidos modernos shoppings centers, com produtos de luxo, design e tecnologia de última geração.
O Reichstag (Parlamento Alemão), na Platz der Republik, voltou a ser ocupado no aniversário de dez anos da reunificação, consolidando o status de capital do país. Na reinauguração do edifício foi apresentada sua nova cúpula, um dos pontos altos da visita à cidade. Destruída na 2ª Guerra e 'reconcebida' pelo arquiteto Norman Foster, o projeto destaca a transparência, permitindo que os visitantes vejam o interior a partir do topo. Um símbolo do poder da democracia.
O apreço pela cultura que era compartilhado por ambas Alemanhas ganhou uma nova dimensão com a capital unificada. A cidade possui intensa agenda cultural, com peças, exposições e concertos, aproveitando o grande número de teatros espalhados pelos dois lados da cidade. Os números falam por si: são 170 museus, oito orquestras sinfônicas e três companhias de ópera permanentes.


Diversão de leste a oeste
Na nova Berlim, os termos "leste" e "oeste" caíram por terra, sem tempo para criar inimizades. A necessidade de mudança era tão grande que os dois lados passaram por cima das diferenças. Berlim, vinte anos depois, está de fato unificada.
A capital alemã se reinventou fortalecida pelas suas contradições, com um lado ocidental de estilo mais tradicional, enquanto a porção oriental assumiu o papel de palco principal dos movimentos criativos e underground. Esse espírito inquieto do leste de Berlim atrai não só milhares de visitantes como novos moradores e estudantes de todo o mundo, que aproveitam de um dos mais baixos custos de vida entre as grandes capitais européias.
É nos bairros sob o antigo regime comunista que se percebe mais forte o instinto pulsante e rebelde de Berlim: com uma veia cultural de rua, junto às diferentes tribos, ateliers de artistas, manifestações de contracultura e uma agitada cena noturna.
Clubes escondidos e festas com endereço secreto em prédios abandonados já foram febre nos anos 90 e alguns ainda resistem, mas em menor número. E apesar da tradição em música eletrônica, há muitas opções de diversão na noite, com destaque para a variedade do público. Berlim é uma das cidades mais abertas aos homossexuais e tradicional reduto de artistas e alternativos. As atrações podem ir desde leitura de poesias e shows de folk em bares como Kaffe Burguer e Möbel Olfe, performances no mítico Bar 25, ou até aulas de dança no SO36 e Café Fatal.
Com a tolerância levada a sério, existe uma postura divertida frente aos espetáculos mais inusitados e bizarros. Às vezes tudo é oferecido por um mesmo clube dependendo do dia da semana. Um das casas mais baladas é o Panoramabar, às margens do rio Spree. Os amantes do jazz também desfrutam de um circuito próprio de casas de shows, como o Yorckschlösschen, que atrai os melhores músicos da cena européia e norte-americana.
Tascheles, o famoso edifício "okupa" invadido por artistas e agitadores sociais em 1990 para impedir sua demolição, continua de pé e ainda sedia artistas, que ali trabalham e expõem suas obras. Na ocupação, esses coletivos criaram uma comunidade com regras e estilo de vida alternativos. O Mitte, bairro onde se situam ateliês, reflete a renovação urbana sofrida na região e que aos poucos vai perdendo seu jeito alternativo com crescimento do comércio atraído pelos artistas.
Em toda a antiga região oriental também se encontram as principais instituições e galerias que oferecem residências artísticas, fazendo de Berlim um dos destinos mais desejados pelos novos criadores na Europa. Com presença ainda de punks, imigrantes de distintas nacionalidades e a comunidade gay, a área tem uma atmosfera única. Dá para perder horas passeando por ali.
Prenzlauer Berg está cheio de brechós onde se podem encontrar muitas peças de roupas originais que vão desde abrigos de ginástica da época das Olimpíadas de Munique de 72 até antigos uniformes e quepes do exército da RDA. As ruas Oderbergerstrasse e Kastanienallee são um bom exemplo da onda nostálgica cultuada em Berlim, com suas lojas de móveis e artigos vintage, além do comércio de vinil.
Novos estabelecimentos alternativos, designers e gente do mundo da moda proliferam por ali, assim como em Friedrichshain (ruas Kopernikustrasse e Wühlischsatrsse) e Kreuzberg (rua Oranienstrasse), considerados como os bairros mais badalados da cidade, que ainda conservam melhor suas características originais.


Rebeldia e militância ecológica
Em toda Berlim, slogans de revolução e símbolos anarquistas fazem parte da paisagem, onde o fator estético e político se misturam. Por trás das mensagens de contestação, a cidade mostra que tem, sobretudo, um enorme senso coletivo, especialmente com relação ao meio-ambiente.
A reciclagem do lixo é uma prática universal em toda a zona urbana e aumenta cada vez mais o número de lojas e restaurantes dedicados ao consumo de produtos naturais e orgânicos, sob etiquetas BIO. Há sites e guias de estabelecimentos que possuem essa certificação já bastante difundida no comércio. Ecologia e vida saudável chegam a ser quase uma obsessão para os berlinenses.
Embora disponha de uma farta oferta de transporte por metrô, trem de superfície ou ônibus, as bicicletas são um dos meios de locomoção mais populares, usadas pelos moradores de todas as idades, no inverno e no verão, aproveitando a ótima sinalização e a estrutura de ciclovias.
Com tudo isso, fica fácil imaginar porque Berlim está no topo das preferências de turistas, imigrantes e nômades urbanos em busca de novas experiências. Os restos da Alemanha dividida não são mais a atração principal. Duas décadas depois, o Muro de Berlim cedeu espaço a uma cidade renovada, que respira originalidade e efervescência cultural.
Imagens:







Acesse os Vídeos Relcionados:




Breve História do Muro (History chanel - 10 min.):

Jornal Nacional nos dia da Queda (3min):

Jornal Nacional - 20 anos da Queda ( 9 min)


Abraços do


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O Analfabeto Político

O Analfabeto Político
Bertolt Brecht
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

domingo, 29 de novembro de 2009

Geografia da Grécia

Observe as imagens a seguir:

1- Grécia Atual


2- Mapa da Grécia Antiga



3- Relevo Grego






4- Imagem de Satélite




OBS:
- Ilha: Uma ilha é uma extensão de terra cercada de água por todos os lados. Sua etimologia latina, insula, originou o adjetivo insular.
Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080303112535AA9KL1L

- Península: é uma porção de terra quase toda circundada por água, mas, que ainda está ligada ao continente por uma faixa estreita de terra.
Fonte: http://www.infoescola.com/geografia/peninsula/

A Origem das Olimpíadas





Os Jogos Olímpicos na Grécia Antiga
INTRODUÇÃO

O que seria do teatro e da filosofia sem a contribuição da civilização grega?

A Grécia Antiga deixou para toda humanidade, principalmente para o mundo ocidental, um dos mais expressivos legados culturais da história, com destaque para filosofia e dramaturgia, pois essas manifestações não eram conhecidas entre as civilizações que antecederam os gregos na história.
A história das civilizações inicia-se por volta do quarto milênio a C. no Oriente Médio com as sociedades hidráulicas nos vales do Tigre e Eufrates, estendendo-se pelo Oriente Próximo, Egito, Índia e China. Culturalmente esses povos conheciam a pintura, escultura, literatura, música e arquitetura, mas não conheciam o teatro nem a filosofia. Essas manifestações nascem apenas com os gregos.
Outro aspecto que se desenvolve somente com os gregos é o esporte. Até então, os exercícios executados pelo homem eram involuntários, em busca da caça para sobrevivência.
O lema do atletismo "mais rápido, mais alto e mais forte" ("citius, altius e fortius"), representado pela trilogia correr, pular e arremessar, foi criado pelo padre Dére Didon em 1896, mas surgiu bem anteriormente, por volta de 776 a C. entre os jovens e soldados gregos, para desenvolver as habilidades físicas e criar competições. Os gregos iniciaram o culto ao corpo e em homenagem ao deus supremo inauguraram os Jogos Olímpicos. Para os gregos cada idade tinha a sua própria beleza e a juventude tinha a posse de um corpo capaz de resistir a todas as formas de competição, seja na pista de corridas ou na força física. A estética, o físico e o intelecto faziam parte de sua busca para perfeição, sendo que um belo corpo era tão importante quanto uma mente brilhante.






Apesar de falarem a mesma língua e de terem unidade cultural, os gregos antigos não tinham unidade política, encontrando-se divididos em 160 cidades-estado, ou seja, cidades com governos soberanos, que a cada quatro anos se reuniam num festival religioso na cidade de Olímpia, deixando de lado suas divergências.

ORIGEM DOS JOGOS

Os antigos gregos não tinham fim de semana de lazer, eles trabalhavam todos os dias, exceto nos mais de 50 feriados religiosos e eventos esportivos, onde destacavam-se os Jogos Olímpicos ou Olimpíadas. Originalmente conhecidas como Festival Olímpico, faziam parte dos quatro grandes festivais religiosos pan-helênicos celebrados na Grécia Antiga e eram assistidos por visitantes vindos de todas cidades-estado que formavam o mundo grego. Os demais festivais eram o Pítico, O Ístmico e o Nemeu.
Sediado na cidade de Olímpia, em homenagem a Zeus (deus supremo da mitologia grega), o festival Olímpico era muito antigo, mas foi a partir de 776 a C. (data da fundação dos jogos) passou a ser feito um registro ininterrupto dos vencedores. Sabe-se que no dia marcado para o evento, uma forte chuva desabou sobre Olímpia, limitando as competições a uma corrida pelo estádio. Registrou-se assim, a primeira notícia de um campeão olímpico. Tratava-se do cozinheiro Coroebus de Elis, vencedor da corrida de 192,27 metros. Alguns historiadores contudo, acreditam que as primeiras olimpíadas tenham sido bem anteriores ao feito do cozinheiro-atleta.





Apesar de inicialmente possuírem um caráter apenas local, já no final do século VIII a C. os jogos passaram a contar com participantes de todas as partes da região grega do Peloponeso. Eram realizados a cada quatro anos na cidade de Olímpia, durante o verão, época em que se iniciava a contagem da "Olimpíada", o período cronológico de quatro anos utilizado para datar eventos históricos.

AS MODALIDADES

Os primeiros jogos limitavam-se a uma única corrida com cerca de 192 metros. Em 724 a C. introduziu-se uma nova modalidade semelhante aos atuais 400 metros rasos. Em 708 a C., acrescentou-se o pentatlo (competição formada por cinco modalidades atléticas incluindo luta livre, salto de distância, corrida, lançamento de disco e lançamento de dardo) e posteriormente o pancrácio (luta similar ao boxe). Os atletas do salto à distância carregavam pesos que os impulsionava para frente e que eram largados antes da aterrizagem. Dessa maneira eles acresciam mais de 30 cm em cada salto.
Em 680 a C. foi incluída a corrida de carros. Com formato arredondado na frente e abertos atrás, os veículos corriam sobre rodas baixas, sendo puxados por dois ou quatro cavalos alinhados horizontalmente. Outras competições com animais foram incluídas, como uma corrida de cavalos montados e outra de charretes puxadas a mulas. Em 600 a C., foi erguido o templo de Hera (esposa de Zeus), onde passaram a ser depositadas coroas de louros para os campeões. O estádio ganhou tribunas de honra e a cidade um reservatório de água. Existiam também hotéis para as pessoas importantes, sendo que o mais conhecido da época foi construído ao redor de uma elegante fonte, onde no final se formava uma espécie de nações unidas entre as cidades-estado gregas.
Até 472 a C. as provas eram realizadas num único dia, sendo que apenas os cidadãos livres poderiam competir, além da participação feminina ser proibida.





Originalmente os atletas competiam nus e as mulheres eram excluídas dos jogos. Certa ocasião, uma mulher decidida a ver seu filho competir, disfarçou-se de treinador. No término da competição com a vitória do filho, a mulher pulou a cerca entusiasmada e tudo foi descoberto. A partir desse dia até aos treinadores foi exigida a nudez.
Os atletas que infringiam as regras estabelecidas, eram multados rigorosamente, sendo que da receita das multas eram erigidas estátuas de bronze a Zeus. Os vencedores recebiam uma palma ou coroa de oliveira, além de outras recompensas de sua cidade, para a qual a vitória representava grande glória. De volta à terra natal eram triunfalmente acolhidos, podendo inclusive, receber alimentação gratuita pelo resto de suas vidas. A homenagem podia consistir até na ereção de uma estátua do vencedor, além de poemas que poderiam ser escritos por Píndaro, poeta lírico que produziu diversas obras, destacando-se hinos em louvor às vitórias de atletas gregos.
É interessante observar que já naquela época existiam torcidas com lugares definidos nos estádios. Há alguns anos, uma expedição de arqueólogos europeus e norte-americanos encontrou em Neméia, evidências de grandes concentrações de moedas de Argos bem atrás do lugar onde ficavam os juízes. Como os jogos de Neméia eram controlados por Argos, a torcida escolhia esse local do estádio, para forçar que as decisões dos juízes fossem favoráveis a Argos.
O caráter festivo dos jogos foi alterado a partir da segunda metade do século V a C., quando a rivalidade entre as cidades, principalmente entre Esparta e Atenas, resultou numa guerra civil conhecida na história como Guerra do Peloponeso. Originalmente sem unidade, o mundo grego estava mais do que nunca esfacelado e enfraquecido, abrindo caminho para o domínio macedônio e dois séculos após para o imperialismo romano.
Durante o Império Romano, as modalidades de combate foram mais valorizadas e apesar da sobrevida, os Jogos Olímpicos acabaram juntamente com a antiga cultura grega, tendo sido banidos em 393 pelo imperador cristão Teodósio, possivelmente por suas práticas pagãs.

UMA OCASIÃO RELIGIOSA

Caso as cidades gregas estivessem envolvidas em guerras durante a realização dos jogos, proclamava-se uma trégua sagrada (ekekheiria), que concedia uma espécie de salvo-conduto aos viajantes a caminho de Olímpia. Na verdade, esses viajantes não iam à Olímpia apenas para os jogos. Iam para o festival religioso, para conversar com outras pessoas vindas de Argos, Esparta, Atenas, Tebas ou outras cidades. Nessa ocasião, poetas e oradores aproveitavam-se do grande afluxo de pessoas para tornarem-se mais conhecidos através da declamação de suas obras. Outros ainda aproveitavam o momento, para diversificar seus negócios, realizados numa grande feira. Pode-se fazer uma idéia aproximada do número de pessoas presentes no festival, considerando o fato de o estádio de Olímpia comportar 40 mil pessoas sentadas.
Na entrada de Olímpia estava o ginásio, onde os atletas podiam treinar. Mente e corpo estavam juntos no ginásio, que era o lugar para conversação e para o aprendizado, tanto como para o exercício e a luta romana.
Apesar do espírito de competição, não podemos nos esquecer que o Festival Olímpico era antes de tudo uma ocasião religiosa, onde o centro de tudo era o grande templo de Zeus. Mais de cem bois eram sacrificados no altar em frente ao templo e seu interior era dominado por uma estátua do deus coberta de ouro. Em frente a ela cada atleta tinha que fazer um sacrifício e orar antes do começo. Existia um comitê organizador que decidia se a moral do atleta lhe dava o direito de competir.

NA ERA MODERNA: "O IMPORTANTE É COMPETIR".

Após o banimento no final do século IV, os jogos foram reeditados em 1896 na cidade de Atenas, por iniciativa do educador francês Pierre de Frédy, o barão de Coubertin (1863-1937). Fascinado pelo comportamento dos gregos no passado, Coubertain convocou em 1894, uma reunião com delegados de 9 países, expondo seu plano de reviver os torneios que tinham sido interrompidos há 15 séculos.



As delegações desfilando em Atenas na primeira olimpíada da era moderna



Nessa primeira Olimpíada da era moderna o atletismo destacou-se como principal esporte, sendo realizadas 12 provas, entre corridas, saltos e arremessos. Nessa época começam a surgir os ídolos, como o grego Spyridon Louis. Considerado o primeiro ídolo de uma Olimpíada, Louis venceu a maratona acompanhado de seu cachorro Zeus, e a ele dedicou sua vitória após ser ovacionado e receber inclusive, uma inusitada proposta de casamento.



Barão de Coubertin



Os jogos modernos destacaram-se também pela participação feminina, sendo que a atleta canadense de salto em altura Ethel Catherwood, que em Amsterdã-1928 atingiu o recorde de 1m59, é considerada a primeira musa de uma Olimpíada. Em Munique-1972, foi a vez da ginasta russa Olga Korbut que com três ouros foi consagrada como "musa de Munique", recebendo privilégios e sendo assediada pelo público. Na olimpíada seguinte, em Montreal a ginasta romena Nádia Comaneci, com apenas 14 anos encantou o mundo, recebendo a primeira nota dez de ginástica na história das Olimpíadas, conquistando sozinha para seu país um total de cinco medalhas, sendo três de ouro, uma de prata e uma de bronze.





O ideal olímpico representado pela velha máxima "O importante não é vencer, é participar", foi defendido pela primeira vez em 1908 pelo bispo da Pensilvânia, durante um sermão aos atletas que disputariam as Olimpíadas de Londres. A frase utilizada posteriormente pelo barão de Coubertain, a quem erroneamente é atribuída, não condiz com a realidade olímpica dos tempos modernos, onde o esporte é visto como "guerra" e cada vez mais são encontradas evidências de doping, como o caso do atleta canadense Bem Johnson que em Seul-1988 teve seu ouro e recorde nos 100 m. cassados pelo Comitê Olímpico Internacional.





Atualmente os jogos contam com mais de 6 mil competidores de cerca de 100 países que disputam mais de 20 modalidades. A tocha olímpica ainda brilha, talvez não com a mesma chama clara e intensa que inspirava seus primórdios há 2 mil e quinhentos anos atrás. Porém, ela ainda pode impulsionar o objetivo de que a cada quatro anos as nações do mundo deveriam esquecer suas diferenças para se unirem em amizade e competição, como as cidades-estado da antiga Grécia.

Fonte:http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.historianet.com.br/imagens/olimpiadas1

Mulheres de Atenas - Chico Buarque

Mulheres de Atenas
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas

Quando amadas se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas, cadenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas

Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas

Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas

Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não tem sonhos, só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas

As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas, não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
As suas novenas
Serenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Música: Revolução Industrial

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

No século _________
Europa está em expansão;
manufaturas não conseguem
atender a população.


Começa na _____________
a Revolução Industrial.
Lá tem a mão de obra
tecnologia e capital.

Além da matéria prima,
que é o _________ e o ___________,
aparecem as máquinas
para aumentar a produção.

Surgem as fábricas
e os empresários industriais.
Os operários com as suas
reivindicações sociais.

Contra as longas ____________
e os baixos _____________,
mulheres e ____________
preferidos no trabalho.

Refrão

Desemprego pintando
a máquina é a culpada.
O Movimento _____________
tenta quebrar na paulada.

Em seguida o _____________
exige do Parlamento
muitas reivindicações
e um melhor tratamento.

Tecnologia e indústria
não param de crescer mais.
Operários se estruturam
em movimentos sindicais.

Apesar das diferenças
sempre chegam nu acordo.
E o mundo vai crescendo,
aumentando o conforto.

Refrão